Ferritina Baixa: Sintomas, Causas e Quando Procurar um Hematologista
Por Dra. Maria Cristina Nunez Seiwald
Ferritina Baixa: O Que Significa?
A ferritina baixa geralmente é o primeiro sinal de deficiência de ferro no organismo. Ela pode ocorrer antes mesmo do desenvolvimento da anemia, sendo considerada uma fase inicial da deficiência de ferro. Isso significa que o corpo já está com reservas reduzidas e pode, em pouco tempo, evoluir para anemia ferropriva se não houver intervenção.
Essa condição é comum em mulheres em idade fértil, gestantes, crianças, adolescentes, idosos e pessoas com dietas restritivas ou problemas de absorção intestinal.
Quando a Ferritina Baixa É Preocupante?
A ferritina baixa merece atenção sempre que identificada, mesmo na ausência de anemia. Muitos pacientes apresentam sintomas importantes apesar de hemoglobina normal. Entre os sinais mais comuns estão:
- Cansaço excessivo e fraqueza
- Queda de cabelo
- Unhas fracas ou quebradiças
- Falta de concentração
- Tonturas
- Palidez
- Falta de ar aos esforços
A preocupação aumenta quando a ferritina muito baixa está associada a sangramentos frequentes, como menstruações intensas, ou quando há falha na reposição de ferro, sugerindo doenças intestinais ou outras causas subjacentes.
Possíveis Causas e Condições Relacionadas à Ferritina Baixa
Diversas condições podem levar à redução das reservas de ferro e, consequentemente, da ferritina. As causas mais frequentes incluem:
- Perdas sanguíneas: menstruação abundante, sangramentos gastrointestinais, hemorroidas.
- Ingestão inadequada de ferro: dietas pobres em ferro ou vegetarianismo sem suplementação adequada.
- Má absorção intestinal: doença celíaca, gastrite atrófica, cirurgia bariátrica.
- Aumento da necessidade de ferro: gravidez, amamentação, crescimento na infância e adolescência.
- Doenças crônicas que afetam o metabolismo do ferro.
Identificar a causa é fundamental para um tratamento eficaz e duradouro.
Diagnóstico e Tratamento
O diagnóstico da ferritina baixa é feito por meio de exames laboratoriais, incluindo ferritina sérica, ferro sérico, saturação de transferrina e hemograma. Em alguns casos, exames adicionais são necessários para investigar a origem da deficiência, como endoscopia, colonoscopia ou avaliação ginecológica.
O tratamento depende da causa e da gravidade da deficiência. Pode incluir:
- Suplementação de ferro oral ou intravenosa.
- Correção da causa do sangramento ou da má absorção.
- Orientação nutricional, com incentivo ao consumo de alimentos ricos em ferro.
- Acompanhamento hematológico para garantir a reposição adequada dos estoques.
Apenas normalizar a hemoglobina não é suficiente — o objetivo é restaurar as reservas de ferro, refletidas pela ferritina e entender o motivo da ferritina estar baixa.
FAQs sobre Ferritina Baixa
O que pode causar ferritina baixa?
Perdas de sangue, baixa ingestão de ferro, problemas de absorção intestinal e aumento das necessidades do organismo.
Ferritina baixa sempre significa anemia?
Não. A ferritina pode estar baixa mesmo com hemoglobina normal, caracterizando deficiência de ferro sem anemia.
Ferritina baixa causa sintomas mesmo sem anemia?
Sim. Muitos pacientes apresentam fadiga, queda de cabelo e dificuldade de concentração antes do desenvolvimento da anemia.
Quando devo procurar um médico?
Sempre que houver sintomas persistentes ou resultados laboratoriais mostrando ferritina baixa, mesmo sem anemia.
A ferritina baixa pode afetar a qualidade de vida?
Sim. A deficiência de ferro pode impactar significativamente o bem-estar físico, mental e o desempenho diário.
Como tratar a ferritina baixa?
O tratamento é individualizado e pode envolver suplementação de ferro e investigação da causa da deficiência.
Conclusão
A ferritina baixa é um sinal claro de que as reservas de ferro do organismo estão reduzidas e não deve ser negligenciada. Mesmo na ausência de anemia, essa condição pode causar sintomas importantes e impactar a qualidade de vida. A avaliação por um hematologista é essencial para identificar a causa, orientar o tratamento adequado e prevenir complicações futuras. O acompanhamento correto garante não apenas a correção dos níveis laboratoriais, mas também a recuperação do bem-estar do paciente.











