Plaquetas Altas: Quando é Sinal de Alerta e Quando Procurar um Hematologista

Por Dra. Maria Cristina Nunez Seiwald

26 de janeiro de 2026

O Que São as Plaquetas?

As plaquetas, também chamadas de trombócitos, são pequenos fragmentos celulares presentes no sangue e fundamentais para a coagulação. Elas são produzidas na medula óssea e atuam como verdadeiros “socorristas” do organismo: sempre que ocorre um sangramento, as plaquetas se agrupam para formar um coágulo e ajudar a estancar a perda de sangue.


Em pessoas saudáveis, a contagem normal de plaquetas varia entre 150.000 e 450.000 por microlitro de sangue. Quando esse número está acima do valor considerado normal, chamamos a condição de plaquetas altas, ou trombocitose.


O Que Pode Acontecer Quando as Plaquetas Estão Altas?


Quando há plaquetas em excesso, o sangue pode ficar mais propenso à formação de coágulos. Isso pode aumentar o risco de tromboses, que são obstruções dos vasos sanguíneos, podendo afetar órgãos importantes como coração, cérebro e pulmões.


Muitas pessoas com plaquetas altas não apresentam sintomas e descobrem a alteração apenas em exames de rotina. No entanto, em alguns casos, podem surgir sinais como dor de cabeça frequente, tontura, visão turva, formigamento nas mãos ou pés, dor no peito ou episódios de trombose. Em situações mais raras, paradoxalmente, também podem ocorrer sangramentos.


Por isso, mesmo na ausência de sintomas, a investigação médica é fundamental.


Principais Motivos para Plaquetas Altas


Existem diferentes causas para o aumento das plaquetas no sangue, e elas podem ser divididas em dois grandes grupos:


Trombocitose Reacional (ou Secundária)

É a forma mais comum e ocorre como resposta do organismo a outras condições, como:

  • Infecções
  • Processos inflamatórios crônicos
  • Anemia por deficiência de ferro
  • Cirurgias recentes
  • Traumas
  • Algumas doenças crônicas


Nesses casos, as plaquetas costumam voltar ao normal após o tratamento da causa principal.


Trombocitose Primária (Doenças da Medula Óssea)


Está relacionada a doenças hematológicas chamadas neoplasias mieloproliferativas, como a trombocitemia essencial. Nessas situações, a medula óssea passa a produzir plaquetas em excesso de forma descontrolada, exigindo acompanhamento especializado.


Medicamentos e Outras Situações


Alguns medicamentos, a retirada do baço (esplenectomia) e condições hormonais também podem influenciar a elevação das plaquetas, reforçando a importância de uma avaliação individualizada.


FAQs Sobre Plaquetas Altas


Plaquetas altas são sempre perigosas?
Não necessariamente. Em muitos casos, principalmente nas trombocitoses reacionais, o aumento é temporário e benigno. O risco depende da causa e do nível das plaquetas.


Qual é o tratamento para plaquetas altas?
O tratamento depende da causa. Pode incluir apenas observação, tratamento da doença de base ou, em casos específicos, medicamentos para reduzir o risco de trombose.


Plaquetas altas dão sintomas?
Muitas vezes não. Quando presentes, os sintomas podem incluir dor de cabeça, tontura, alterações visuais ou eventos trombóticos.


Existe alimentação que diminui plaquetas?
Não há uma dieta específica para reduzir plaquetas. O mais importante é tratar a causa do aumento e manter hábitos de vida saudáveis.


Quando devo procurar um hematologista?
Sempre que exames mostrarem plaquetas persistentemente elevadas ou quando houver histórico de trombose, sangramentos inexplicados ou outros sintomas associados.


Qual o papel do hematologista nesses casos?
O hematologista é o especialista indicado para investigar a causa das plaquetas altas, diferenciar formas benignas de doenças da medula óssea e orientar o tratamento adequado.


Conclusão



Plaquetas altas, ou trombocitose, podem ter diversas causas — desde reações temporárias do organismo até doenças hematológicas que exigem acompanhamento contínuo. Embora muitas vezes não causem sintomas, essa alteração não deve ser ignorada. A avaliação por um hematologista é essencial para identificar a origem do problema, avaliar riscos e definir a melhor conduta, garantindo segurança e qualidade de vida ao paciente.

Compartilhe este artigo

globulos vermelhos na corrente sanguinea
Por ma_cristina_n 19 de janeiro de 2026
Hematócrito alto no exame de sangue? Descubra o que significa, causas frequentes, sintomas e quando é necessário procurar um especialista.
leucocitos e globulos vermelhos.
Por ma_cristina_n 15 de janeiro de 2026
Leucócitos altos no exame de sangue nem sempre indicam leucemia. Saiba quando se preocupar, quais são as causas e quando procurar um hematologista.
Foto mostrando um tubo de coleta para  dosagem de ferritina.
Por ma_cristina_n 14 de janeiro de 2026
Cansaço, queda de cabelo e ferritina baixa? Saiba o que isso significa, principais causas e quando é necessário tratamento com um hematologista.
plaquetas na corrente sanguínea
Por Maria Cristina Seiwald 19 de abril de 2025
Entenda o que são plaquetas, as consequências de níveis baixos e causas associadas. Informações baseadas em fonte confiável para pacientes e profissionais.
células da corrente sanguínea
Por Maria Cristina Seiwald 11 de abril de 2025
Descubra as diferenças entre os tipos de leucemia, sintomas e tratamentos na hematologia com nosso guia completo sobre essas doenças.
medula óssea mostrando displasia
Por Maria Cristina Seiwald 7 de abril de 2025
Explore o universo da mielodisplasia, suas causas, diagnóstico e tratamento neste artigo completo sobre essa condição hematológica.
Imagem mostrando paciente com linfonodomegalias.
Por Maria Cristina Seiwald 4 de abril de 2025
Linfoma de Hodgkin: conheça os sintomas, diagnóstico e tratamento desta condição hematológica. Informações detalhadas para pacientes e profissionais.
Imagem mostrando tubos de coleta de ferritina.
Por Maria Cristina Seiwald 2 de abril de 2025
Descubra o que é a ferritina, os motivos para níveis altos e quando esses níveis podem ser preocupantes para a saúde.
Foto mostrando pessoa com esplenomegalia.
Por Dra. Maria Cristina Seiwald 31 de março de 2025
Saiba mais sobre a mielofibrose, abordando o que é, como é identificada e as opções de tratamento na hematologia.
Imagem mostrando paciente com linfonodomegalia.
28 de março de 2025
Tudo sobre os linfomas